
PESQUISAS ATESTAM O PRESTÍGIO DOS MÉDICOS
Nelson Grisard*
A evolução conceitual e pragmática dos médicos e da medicina no Brasil , é hoje gratificante para todos aqueles que se dedicam a arte de curar. São dados que não são coincidências; neles há a expressão sincera e espontânea de milhares de pessoas entrevistadas. Vejamos: 1- Em setembro de 2005, o Ibope-OPINIÃO, publicou uma expressiva pesquisa mostrando que 81% da amostra populacional então pesquisada, CONFIAVA nos médicos;2- As Eleições de outubro de 2006, e aí sim o dado é insuspeito e a manifestação do voto não foi mentirosa, a população elegeu 61(ou 62?) colegas ao Congresso Nacional, com um acréscimo de 34% na "bancada médica". É do conhecimento que muitos dos médicos eleitos trabalham como médico em suas bases; 3- Em alentada e custosa pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, ficou sobejamente esclarecido, de que as "Mães querem pediatra atendendo seus filhos" (ver site sbp@sbp.org.br). Diz a pesquisa que, em 30% dos casos de rotina e 43% dos emergenciais, a criança NÃO é atendida, hoje, pelo pediatra. Derruba-se então, qualquer argumento que apóie a ausência de pediatras no PSF e em outros serviços, sobretudo os de urgência/emergência . São as mães que assim o desejam; 4- A Revista Veja nº 1.990, ano 40, nº 1, pág. 100-101, de 10.01.2007, apresenta uma estatística com base segundo a em dados do IBGE informando sobre os “profissionais que não seguiram carreira na área de formação”, onde 25 % dos que escolheram a medicina como profissão não trabalham como médico. Esta é mais uma clara manifestação de compromisso com medicina, mais ainda, quando esta pesquisa faz comparações com outras profissões com elevados índices de inatividade profissional.
Todos estes são dados servem para uma reflexão, análise e divulgação e, sobretudo, para esclarecer aqueles envolvidos nas decisões, sobretudo os parlamentares, da importância e do elevado sentido social da medicina e dos que a praticam legalmente. Certamente, haverá outros "sintomas político-sociais" a aduzir. Foram agrupados elementos fidedignos já existentes que atestam o quanto a população aprecia o trabalho dos médicos.
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* Conselheiro do CRM-SC; Professor de Ética Medica e Bioética da Univali-SC .
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